Com boa passagem pelo Santa Cruz em 2016 onde foi campeão estadual e da Copa do Nordeste, e pelo Náutico em 2018, o atacante Lelê atualmente vem balançando as redes defendendo o Al-Muharrac de Bahren.

Aos 29 anos o ex atacante do Santa, Náutico e Ceará está vivendo sua primeira experiência internacional.

Em cinco rodadas Lelê já balançou as redes três vezes.

WA – Me conta como está sua vida no mundo Árabe Lelê ?

LELÊ: “Cheguei aqui no incio de Julho e minha adaptação no campo e nas competições está tranquila, só o idioma que é complicado. Mas estou me esforçando para aprender logo Inglês.

WA – Seu clube disputa muitas competições ?

LELÊ: “Nosso time é o maior do país e concorre diretamente com o rival Rifá. Atualmente estamos disputando três competições onde já marquei 3 gols em 5 partidas. Nas duas primeiras rodadas da liga marquei 2 gols. Aqui é como se fosse uma copa do Brasil e um estadual ao mesmo tempo.”

WA – Sair do Brasil é uma coisa, agora estar fora é outra, já deu saudade do Brasil ?

LELÊ: “Só da família e amigos. Como é a primeira vez que sai do Brasil eu estou aproveitando essa oportunidade. Meu pensamento é renovar contrato e buscar novos horizontes. Mas claro que nunca deixarei a porta fechada para uma boa proposta do futebol Brasileiro.

WA – Fora o idioma o que mais estranho você poderia relatar dessa sua nova cidade e novo clube?

LELÊ: ” (Risos) Eles são muitos tranquilos e são muito sossegados que chega a dar sono. Minha família estará chegando nos próximos dias e vai melhorar as coisas. Sobre coisas estranhas tenho que destacar a roupa que eles vestem muito também pela religião. Aqui para você ter uma ideia com 40 graus as mulheres cobrem até o rosto e os homens também vestem muita roupa.”

WA – Muitos brasileiros no seu time ou não?

LELÊ – “Temos cinco brasileiros aqui no clube. A comissão técnica também é Brasileira. O técnico é o Marcos Paquetá (Ex Botafogo/RJ), o assistente é o Esdras, e o Sérgio é o preparador de goleiros (Ex Confiança/SE).

Os jogadores que estão aqui: Tiago Real (Ex Náutico), Éverton atacante (Ex sport), Tiago Augusto (Ex Joinville) e o zagueiro Matheus Bissi (Ex Flamengo)”

WA – Qual a melhor fase da sua carreira que merece destaque ?

LELÊ: “No Santa Cruz tive uma grande passagem com títulos, e no Ceará fui campeão e tive o acesso a série A”

WA – Você vem acompanhando o futebol de Pernambuco? Se vem, como viu o acesso do Náutico e a desclassificação do Santa Cruz na série C ?

LELÊ: “Fiquei feliz em ver o Náutico subir pelos jogadores que tem e pela diretoria. Fui muito bem tratado por todos no clube e só tenho a agradecer a todos lá. Uma pena que minha passagem foi curta no Náutico. Já o Santa Cruz eu tive até uma proposta para voltar esse ano e não deu certo.

Sobre a permanência do Santa Cruz na série C acredito que tenha sido pela falta de organização nas gestões passadas. Isso reflete na gestão seguinte. Nessa hora tem que ter tranquilidade para dar a volta por cima com organização dentro e fora do campo. Tenho um carinho especial pelo clube e pela torcida. O Santa não merece estar assim. “

WA – No mundo Árabe já vi vários relatos de jogadores que ficaram ricos e muitos que ficaram abandonados por lá sem respaldo dos empresários. Muitos até voltaram e não receberam salários. Você vê isso por aí ?

LELÊ: “Alguns clubes podem fazer isso sim, aqui no meu clube é tudo organizado, estruturado e até agora estão cumprindo com todas as obrigações.”

WA – Volta a jogar em Recife ainda?

LELÊ: ” Claro, quem sabe. Meu telefone é o mesmo e está a disposição de todos. Tenho um carinho especial pelo torcedor pernambucano.