Alexandre Ricardo/CoralNET

O grande dilema no Santa Cruz, antecedendo o Clássico das Multidões contra o Sport Recife, girava em torno da possibilidade de mandar a campo um time alternativo.

A situação parecia inevitável, tendo em vista a longa viagem de retorno do Mato Grosso e projetando o outro duelo local, na próxima quarta-feira(20) diante do Náutico e pela Copa do Brasil. 

Na coletiva pós-vitória sobre o Leão, o técnico Leston Júnior explicou como se deu toda a análise para colocar o time em campo. O treinador coral não poupou elogios ao trabalho dos profissionais da comissão técnica, responsáveis pela recuperação dos atletas entre os jogos no apertado calendário do futebol nacional. 

Gostaria de fazer uma menção especial a toda fisiologia, departamentos médico e físico, a comissão como um todo. Esses caras desde a pré-temporada estão fazendo um trabalho espetacular, possibilitando que a gente tenha atletas prontos para colocar em prática aquilo que a gente pede. Quando definimos o time, ficou aquela dúvida de meia em meia hora se deveria ou não poupar. Mas não dava para ir à decisão de quarta sem experimentar os atletas num jogo grande como esse “, disse o comandante.

Na análise do jogo como um todo, Leston detalhou as orientações que fizeram a diferença para que a equipe tricolor apresentasse um melhor nível tático no segundo tempo. De acordo com ele, o Mais Querido precisava aumentar o incômodo na saída de bola rubro-negra. 

No intervalo, pedimos para adiantar um pouco mais a marcação e tirar o conforto dos dois zagueiros do Sport. Essa liberdade paa iniciar as jogadas dava impressão de domínio. Com esse ajuste, eles passaram a alongar a bola e passamos a ganhar mais a segunda bola. Passamos a ter melhor distribuição e traduzimos nosso melhor momento em gol, algo fundamental em jogos equilibrados como um clássico “, explicou.

ATMOSFERA
Estou feliz pelo clube ter voltado a jogar no Arruda. Na primeira partida, ser um clássico com vitória. Quero agradecer o torcedor pelo apoio. No pior momento, jogou junto e não deixou o time perder confiança. Foi importante foi ter criado uma sinergia, porque teremos momentos difíceis contra o Náutico e precisaremos desse incentivo “.

EVOLUÇÃO 
Quem comanda, precisa ter serenidade. Não vou mudar meu comportamento na derrota, e também não terei outra atitude quando vencer. Vamos melhorar o time. Estamos fazendo muita coisa de jogo a jogo na base da conversa. No lance do gol, por exemplo, trabalhamos a jogada na segunda semana da pré-temporada. Depois disso, só no papo “. 

JOÃO VICTOR 
Quando se falou em dar oportunidade à base, deixei claro que precisávamos preparar. João Victor é o único que podemos dizer ser verdadeiramente da base do Santa Cruz. Está desde os 10 anos aqui. Inclusive, esteve fora da relação contra o Sinop e, quando o Vitão foi poupado, tínhamos a opção pelo William, mas tínhamos que mexer em duas situações. Conversei com João à noite e passei tranquilidade “.