PELO BLOG DE JJ

O FAIR-PLAY TIROU O SENEGAL DA COPA

* Desde 1982 que o continente africano sempre coloca uma seleção nas oitavas de final de uma Copa do Mundo.

Na Copa da Rússia tal permanência foi quebrada com a eliminação do Senegal, que era o que restava dos cinco que começaram o evento.

A seleção senegalesa foi eliminada após a derrota contra a Colômbia por 1×0, pelo critério do fair-play, com seis cartões amarelos, contra quatro da seleção do Japão que foi derrotada pela Polônia por 1×0.

Ao iniciar o encontro a seleção da Colômbia precisava de uma vitória para continuar na competição, mas não conseguiu repetir o seu jogo contra a seleção polonesa.

O primeiro tempo foi fraco, defensivo, com raríssimas chance de gol.

Aos 16 minutos o árbitro marcou um pênalti inexistente contra a equipe colombiana, entretanto o VAR mais uma vez mostrou que é importante para dirimir as duvidas, ao mostrar que a falta não tinha acontecido.

O drama da equipe sul-americana aumentou por conta da contusão de James Rodriguez, que estava jogando à meio pau. Foi substituído no primeiro tempo.

A partida terminou no 0x0 nessa fase.

A Colômbia voltou um pouco melhor no segundo tempo. No momento o gol da Polônia dava a vaga para os dois times, mas o panorama não mudou com poucos chutes ao gol.

Finalmente a bola parada funcionou e o zagueiro Mina depois de uma cobrança de escanteio, de cabeça marcou o gol da vitória da sua seleção.

Depois disso, o Senegal sabendo que estava eliminado partiu para o tudo ou nada, e teve duas chances para empatar, que terminaram nas mãos do goleiro Osbina.

A análise sobre o jogo é simples, ou seja esse não existiu, e os Deuses do Futebol não estavam à favor da Nigéria, que no final foi eliminada por quem não jogou, o cartão amarelo.

A seleção da Colômbia passou para as oitavas de final que será o seu limite, como a do Japão que foi a segunda colocada do Grupo.

Esse grupo junto com o da Rússia foram os piores da competição.

– O DAY AFTER DA ALEMANHA

* Como sempre procedemos realizamos a busca nos diversos jornais europeus para sentimos o impacto da derrota da seleção alemã.

As maiores criticas caíram nas costas do treinador, em especial por ter deixado o seu jogador mais habilidoso de fora na convocação final.

Na verdade Sané é habilidoso e bom para furar retrancas, e é um dos grandes nomes do Manchester City.

Entendemos esse assunto de outra maneira.

A Alemanha realizou um excelente trabalho de formação, à partir da Copa de 2006. O titulo no Brasil foi o seu resultado, mas na verdade dormiram nos louros da vitória, e visto de forma errada como uma demonstração de força dos seus clubes.

Um equivoco.

Apesar de ter a melhor média de público do futebol mundial, com os clubes lucrativos o futebol desse país está deixando muito a desejar.

O Bayern tornou-se campeão pela sexta vez seguida, e isso mostra a pouca competitividade dos demais participantes.

Os estádios são lotados mas os jogos acontecem sem a qualidade técnica necessária. Uma boa parte dos times são fracos.

Por outro lado por um bom período os clubes do futebol alemão não conquistam títulos nas maiores competições europeias.

Isso é um reflexo da realidade.

Ter clubes organizados, ricos é positivo, mas isso vem encobrindo o mundo real, que foi apresentado na Copa do Mundo da Rússia com a eliminação precoce.

Com o poderio que a Alemanha tem o patamar deveria ser outro.

Essa queda não aconteceu por acaso, e serviu de recado.

– O ARRASTÃO DA ARÁBIA SAUDITA

* A Arábia Saudita está se tornando o paraíso para o nosso futebol.

No seu primeiro arrastão deixou oito baixas apenas de jogadores.

Segundo o jornalista Jorge Nicola, a relação poderá ser duplicada, desde que os cofres dos clubes sauditas estão recheados de milhões de dólares.

O clube brasileiro que perdeu mais atletas foi o São Paulo, com três negociações, Marcos Guilherme, Petros e Valdivia.

A lista das oito baixas foi completada com as transferências de Otero (Atlético-MG), Jonas (Flamengo), Rodolfo (São Bento), Apodi (Chapecoense) e Anselmo (Internacional).

Existem 14 jogadores em negociações, e um deles é André que não conseguiu se firmar no time do Grêmio.

O primeiro treinador que foi contratado foi Fabio Carille, que deixou o Corinthians pelo Al Wehda, e que deverá ter em breve a companhia em outros clubes de Alberto Valentim e Zé Ricardo que estão negociando as suas idas para o mundo árabe.

Na verdade fica impossível para os clubes do Brasil concorrerem com os dólares sauditas que tomaram o lugar dos chineses.

Continuamos subdesenvolvidos no futebol.

– O VAR FOI O CRAQUE DA PRIMEIRA FASE

* Foram 48 jogos em 15 dias, e muitos desses sem qualidade.

Na verdade tivemos uma única partida bem acima das demais, o da Espanha e Portugal.

A Bélgica com a sua especial geração não teve adversários pela frente. O jogo que poderia ser equilibrado, essa atuou com um time reserva, contra o alternativo da Inglaterra.

Por outro lado a Celeste, como sempre difícil de se bater, foi a única a não levar gols, e a Croácia com o fantástico Luca Modric, foram as melhores seleções, com um aproveitamento de 100%.

A decepção dessa fase foi a eliminação da campeã Alemanha.

Rússia e Suécia foram as surpresas.

O que se esperava das estrelas, apenas Cristiano Ronaldo começou bem no seu primeiro jogo, tendo uma queda nos demais, inclusive perdendo um pênalti. Messi e Neymar tiveram dois jogos opacos, e melhoraram no terceiro.

O maior destaque foi Hazard da Bélgica.

Um momento triste foi o de assistirmos a eliminação dos cinco países africanos, fato esse que não acontecia desde 1982.

O craque dessa fase inicial foi sem duvida o VAR que deu a devida transparência aos jogos, evitando que muitas penalidades não fossem marcadas.

Realmente a tecnologia veio para ficar, e quem reclama não gosta da seriedade, e sim da avacalhação.

Nas oitavas, certamente o nível deverá melhorar, desde que ficaram as melhores seleções.