PELO BLOG DE JJ

O futebol do Sport é um filme de humor.

O time parece que está atuando numa comédia do tipo pastelão.

Carlos Henrique é aquele personagem do filme que recebe o bolo na cara para risos dos torcedores. Fez o gol do empate, mas de futebol ele não joga nada.

Há tempo que não vimos no rubro-negro um time tão ruim.

O empate no jogo de ontem contra a Chapecoense saiu pelo foceps no minuto final da partida. Foi tanta bola alçada na área que no fim uma vingou.

Esteve perto de ressuscitar mais um morto, que é a sua síndrome.

Vamos e venhamos, o time catarinense não obteve uma única vitória jogando fora de casa, e a equipe da Ilha do Retiro só empatou com esse na bacia das almas, e só não foi derrotada por conta de duas defesas de Magrão que salvou a pátria.

O jogo não merece ser analisado, posto que não aconteceu.

Com esse empate o Sport completou sete partidas sem vitória e pelo futebol pequeno que está jogando irá continuar até o final.

Pelo menos serve para nos divertimos por conta do humor que faz parte do seu jogo.

Pobre Leão, está sendo massacrado por uma diretoria incompetente, e que já deveria pegar o boné e ir embora antes que seja destruído o resto que ainda existe.

– A DESOVA NO FUTEBOL BRASILEIRO

* Os frutos ainda estão verdes no terreno do nosso futebol, mas são colhidos prematuramente.

Isso acontece com os novos talentos, que ao desabrocharem pegam um avião com destino ao Velho Continente.

Não existe no dia de hoje uma aplicação financeira com um retorno tão gigantesco como as negociações de jogadores.

Os clubes brasileiros os vendem à preço de banana, com algumas exceções. Um a dois anos após esses são revendidos para um grande clube com valor triplicado.

Os jornalistas Alberto Nogueira e Eduardo Gerarque, do jornal Folha de São Pulo nos deram um exemplo sobre esse modus operandi com relação ao atleta Malcom que foi negociado nessa última janela de transferências pelo Bordeaux (França) para o Barcelona, com o valor de 41 milhões de euros. Dois anos antes o time francês pagou ao Corinthians 5,2 milhões de euros, ou seja uma valorização de 688%.

O Shakhtar Donetsk da Ucrânia é o maior comprador, e como conta com uma convocação do jogador para a seleção do Circo, o lucro é ilimitado. Fred foi negociado pelo Internacional para esse clube por R$ 68,07 milhões em 2013, e o Manchester United pagou após a sua convocação para a última Copa do Mundo, R$ 259,11 milhões.

Nessa última janela de transferência saíram do Brasil vários talentos promissores, como Marquinhos Cipriano, São Paulo (Shakhtar), Fernando, Palmeiras (Shakhtar), Edson Militão, São Paulo (Porto), Maycon, Corinthians (Shakhtar). Todos com valores baixos.

Outros três tiveram altos valores, como Paulinho, Vasco (Borussia Leverkusen), Arthur, Grêmio, (Barcelona) e Vinicius Junior, Flamengo (Real Madrid).

São anéis de ouro que se vão, deixando apenas os dedos, e com os gramados sem bons jogadores.

O futebol brasileiro é vendedor de boa matéria prima.