Por Salmo Valentim

No último final de semana estive em Florianópolis participando da Assembleia de Trabalho da ANAF. O evento foi proveitoso e nos proporcionou, no campo das ideias, um amplo debate nacional sobre vários temas relacionados a nossa atividade, entre os quais: a criação de um projeto eficaz para a arbitragem brasileira.

Tenho viajado o país e conversado com muitos amigos do futebol. Árbitros, ex-árbitros, dirigentes, enfim, uma turma de entusiastas, assim como eu, que querem ver o nosso país voltar a ser celeiro de grandes profissionais para o mundo. Por isso sempre bato na tecla da formação. Não se pode, tampouco se deve formar um árbitro do dia para a noite. É necessário dar a ele a oportunidade de atuar nas categorias de base, para depois, com maturidade, chegar ao profissional. Qualquer coisa diferente disso é o que chamam por aí de “geração nutela”.

Voltando ao congresso, fiquei feliz em rever amigos que há tempos não via. Porém tive que me posicionar sobre alguns temas de relevância que merecem destaque aqui no Blog.

Eu e você sabemos que a renovação da arbitragem brasileira, em muitos casos, bateu na trave. Concordo sim que se deva dar continuidade aos árbitros que tenham atingido o índice de 45 anos, desde que passem nos testes físicos e teóricos. Mas insisto em dizer que nestes casos, precisa-se verificar o histórico desse profissional. Não se pode dar, por exemplo, continuidade a carreira de árbitros que só pensam em escalas e no dinheiro oriundo das taxas. É necessário manter no quadro profissionais que queiram, dentro de campo, fazer a diferença.

A ideia de se manter a “PEC da Bengala” é válida, inclusive antes de sair do Comitê de Árbitros de Pernambuco, eu mantive alguns acima dos 45 no quadro indicando para a CBF. Porém fica a dica para que nos próximos anos, a CBF repense algumas indicações e mantenha no quadro quem verdadeiramente, mesmo depois dos 45, se dedica e ainda continua sendo modelo. Não se pode, por exemplo, admitir árbitros acima do peso atuando mais que os árbitros da FIFA na Série A do Brasileiro. Além de desrespeitoso é desnecessário.

O congresso foi bem proveitoso. Martins fez bem o dever de casa recebendo a todos com a mesma disposição de sempre. Batemos um amplo papo sobre os últimos acontecimentos da arbitragem e o saldo desse evento é bastante positivo.

Outro tema amplamente debatido foi a questão da sucessão presidencial. O pleito é apenas em 2018, por isso, oficialmente não há nenhuma candidatura. É natural que as pessoas vislumbrem em mim um potencial candidato, mas antes de qualquer especulação, afirmo e reafirmo em primeiro lugar o meu compromisso com os homens de bem da arbitragem brasileira. Não penso por agora em eleição, tampouco em palanque eleitoreiro. Quero e vou continuar, independente de rótulos, trabalhando pelo desenvolvimento da nossa categoria no Brasil.

Até a próxima!

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