Pelo Blog de JJ

Existem pessoas que merecem respeito pelo que representam.

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Uma dessas é Severino dos Ramos Durval da Silva, zagueiro do Sport que acabou de encerrar o seu ciclo como jogador do rubro-negro pernambucano, no encerramento do seu contrato.

No mundo em que o amor da camisa de um clube pelos jogadores desapareceu, Durval foi um exemplo de um profissional diferenciado, e que usou a braçadeira de capitão do time por longos anos, com seis títulos estaduais pelo Leão, inclusive um tetra, além da importante Copa do Brasil.

Um profissional exemplar, o único a ter dez títulos seguidos, atuando por quatro clubes. Só com o Sport foram seis, inclusive um tetra campeonato, e o mais importante a Copa do Brasil.

Vimos pela primeira vez Durval em nossos gramados jogando pelo extinto time do Unibol, e que na ocasião já chamava a atenção.

Um exemplo para os jovens que estão ingressando no futebol, de caráter, de dignidade e que ficará na história do Sport Recife e no futebol de Pernambuco.

No meio futebolístico de hoje é um diferenciado.

Não sabemos se foi o encerramento de sua carreira, desde que tivemos uma informação ontem que um time de outro estado está interessado em contrata-lo para essa temporada, cujo treinador o conhece muito bem.

O torcedor do rubro-negro da Ilha do Retiro é feliz por ter a honra de ser defendido em sua zaga por um verdadeiro Leão.

O clube deveria fazer uma festa de despedida, que não é favor e sim obrigação.

– A HIBERNAÇÃO DOS PRIMEIROS CLUBES DO FUTEBOL BRASILEIRO

* O futebol brasileiro continua lindo e surreal. Com apenas 25 dias de participação no estadual cearense, dois times foram eliminados e entraram em um processo de hibernação por 11 meses.

Que futebol é esse? É uma pergunta com uma rápida resposta. É destruidor, assassino dos clubes, tudo por conta de um calendário grotesco e pernicioso.

Como iremos ter um esporte com times jogando 10 meses ao ano? Jamais, enquanto tivermos um modelo autofágico e protetor apenas dos maiores.

A hibernação começou para o Iguatu e Guarani de Juazeiro do Norte, que na última quarta-feira foram degolados no estadual cearense. O destino foi impiedoso ao deixar que a última partida da competição fosse entre esses dois clubes.

O Iguatu já estava eliminado e ao derrotar o Guarani por 3×0 carregou-o , levando-o consigo para s cavernas das serras do Cariri.

O time de Juazeiro do Norte estava na primeira divisão do Ceará desde 2010, e a equipe da cidade de Iguatu chegou na divisão principal desde o ano passado.

Qual o destino de dois clubes sem calendário e com 11 meses de caverna como ursos polares?

Obvio que serão extintos.