A Comissão de Clubes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) resolveu escolher a proposta de maior valor para a comercialização de placas de publicidade e direitos internacionais de transmissão do Campeonato Brasileiro entre 2019 e 2022.

Dessa forma, a desconhecida BRMedia, empresa que possui por trás um fundo de investimentos que tem, entre os sócios, um dos fundadores da Grendene e um ex-presidente do STJD, ganhou a concorrência, desbancando agências tradicionais como Lagardère, IMG e Sportpromotion.

Nos próximos dias, os clubes que jogam a Série A do Brasileirão devem receber a oficialização da proposta, que pagará R$ 550 milhões por quatro anos de contrato, o que significa uma garantia de recebimento de R$ 137,5 milhões por temporada. Esse valor tende a ser dividido igualmente entre os clubes que aceitarem o acordo, o que representaria um valor de quase R$ 7 milhões por equipe pelos direitos.

O problema é que já existe um racha nessa negociação. Corinthians e Flamengo esperam negociar separadamente os direitos das placas de publicidade. O clube paulista ainda aguarda receber a oferta que foi aceita pela CBF para compará-la com a que tem de outra agência para a negociação da publicidade estática. Se o valor da oferta que ele já tem for maior, o acordo coletivo não será assinado.

Segundo apurou a Máquina do Esporte, a proporção da proposta da BRMedia é de 80% do valor destinado para as placas de publicidade (R$ 110 milhões por temporada) e 20% (R$ 27,5 milhões) pelos direitos internacionais. A empresa bancaria esse valor para os clubes e correria o risco de ir buscar o dinheiro no mercado.

Em entrevista ao UOL, Marco Antonio Lage, vice-presidente executivo do Cruzeiro, afirmou que, além de maior valor em dinheiro, a proposta do fundo de investimentos contempla um bom conceito de exposição internacional dos clubes.

O mais importante é que, além de ser a melhor proposta, a empresa está disposta a atuar junto com os clubes na promoção do futebol brasileiro no exterior com a venda dos direitos. Os clubes querem participar“, afirmou o dirigente.

O problema, agora, é saber quem fará a venda internacional. A empresa vencedora não tem um histórico de atuação no mercado de direitos de transmissão, ao contrário da maioria dos outros concorrentes. A tendência é que ela busque uma parceira para revender, no exterior, os direitos de transmissão do Brasileirão.

(Maquinadoesporte.com)

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