PELO BLOG DE JJ

Entra ano e sai ano e a choradeira no futebol brasileiro continua, e agora contando com a presença de várias carpideiras profissionais para chorarem pelo leite derramado.

Mais uma vez as reclamações dos dirigentes, treinadores e afins sobre a convocação da seleção do Circo para amistosos mequetrefes, levando jogadores que estão atuando no Brasileirinho que não irá parar.

Choros e reclamações nada resolvem, desde que a atitude deveria ser tomada há muitos anos não aconteceu, com relação ao maldito Calendário do futebol brasileiro. O sistema é pernicioso e prejudicial para os clubes.

Um exemplo bem recente afetou o nosso estado com a eliminação de três clubes da Série C, Salgueiro na fase de grupos, sendo inclusive rebaixado para a D, Santa Cruz e Náutico nas quartas de final, e que irão hibernar por 90 dias sem jogos, e sem recursos para as suas manutenções.

Como esses existem centenas de agremiações dormindo em algumas cavernas.

Como o futebol do Brasil poderá evoluir quando a própria entidade que o administra o está destruindo? A legislação esportiva determina que o ano futebolística tem que ter 10 meses de atividades para os clubes. Tal Lei ficou no papel e não é obedecida.

O nosso calendário segue na contramão da história, sendo o inverso do europeu, e de alguns países Sul-Americanos. Esse modelo permite a paralização dos jogos nas datas FIFA, para que sejam evitados prejuízos para os times.

O Brasileirinho está em pleno andamento, já na sua segunda fase, e os clubes terão que disponibilizar atletas para que possam atender a seleção circense. Um grande retrocesso.

Um modelo idiota, feito por apedeutas de carteirinhas.

Sabemos que a emissora de televisão que monopoliza os direitos de transmissão das diversas competições é contrária à adaptação do calendário nacional ao do mundo, para não complicar a sua grade de programação.

Ao ponto em que chegamos, o nosso futebol depender de uma grade, quando deveria haver grades para colocar muita gente que nele convive e que mereciam estar por trás dessas.

Com o calendário de forma universal as datas seria iguais, só os meses diferentes, e com isso não teríamos choque de competições, que obriga aos clubes a utilizarem times alternativos no campeonato maior do país, e em especial com os amistosos mequetrefes que só servem para encher as burras do Circo e dos agentes.

Não entendemos essa barreira, esse ódio à mudanças, desde que a universalidade de um calendário criaria mecanismos profundos para uma melhor temporada para jogos amistosos em diversos torneios no exterior, que fazem falta aos clubes, e em especial aos nossos atletas para o amadurecimento tão necessário na profissão.

O futebol brasileiro necessita distribuir de forma racional as suas datas, enxugando ou eliminando os falidos estaduais que poderiam ser substituídos por uma Série E regionalizada.

Lamentável é a passividades dos clubes que constituem a parte mais interessada na cadeia do futebol nacional, que ficam submissos a um comando sem credibilidade e que está enterrando o que resta desse esporte em nosso país.

As mídias também são omissas, e mesmo percebendo o que acontece enfiam as cabeças na terra como avestruzes humanos.

Ou mudamos ou vamos continuar aplaudindo a autofagia de um calendário que abandona clubes no meio do caminho, e ouvido o choro das carpideiras em torno de um leite derramado.

Obvio que não somos uma Ilha para ficarmos isolados no futebol mundial, como se fossemos os únicos inteligentes do mundo.

Lamentável!