PELO BLOG DE JJ

A Copa do Mundo realizada na Rússia foi encerrada ontem com um grande legado, o da vitória do coletivo contra o individual.

O Bloco do Eu Sozinho deu o adeus para dar o seu lugar ao futebol de todos.

Nos lembramos das manchetes publicadas em nosso país afirmando que essa Copa seria de Neymar. Erraram feio como sempre, o craque sumiu e foi substituído pelos ¨Maravilhosos Negros da França¨, que tem um jogador excepcional em seu elenco, Mbappé, que atua no conjunto e não para si.

Não temos duvida que essa Copa foi a melhor de todos os tempos, pela sua organização, por mostrar a cara da Rússia e de suas belas cidades, e sobretudo por iniciar uma nova era do futebol, a de todos e não apenas de um personagem.

Temos uma convicção firmada que a melhor seleção foi a da Bélgica, sem duvida um colírio para os olhos, mas a França fez por merecer por ter um time bem equilibrado, jovem e com alto nível.

Sete desses jogadores foram formados no extraordinário Centro de Treinamento Clairefontaine, que é hoje uma das instalações mais sofisticadas e completas de uma federação de futebol nacional pode possuir.

Esse teve um papel fundamental no processo de formação dos Blues.

O jogo final foi de seis gols, com a vitória francesa por 4×2 frente a um brilhante adversário que pelo novo sistema, um país de um pouco mais de 4 milhões de habitantes conseguiu chegar a um patamar mais alto, como vice-campeão.

Teve até apito amigo.

A Europa conquistou o seu quarto título sucessivo, e irá continuar seguindo o mesmo caminho, desde que os outros Continentes estão muito longe de sua realidade.

Quanto ao Brasil, enquanto o país não se livrar da cartolagem que manobra o futebol nacional, não existe nenhuma esperança de uma melhora.

O trabalho de formação europeu está cem anos à frente do nosso, e isso reflete no produto final.

Fim de Copa, e o retorno de nossas competições sofríveis, mas é o que temos.