Pelo blog de JJ

O futebol de Pernambuco caminha sem lenço ou documento, e nada de novo nas mãos. Tudo continua como dantes.

Não temos uma entidade que pense em algo melhor e positivo para esse esporte, pelo contrário usa e abusa de várias pirotecnias como forma de promoção.

Oferecer dinheiro para os atletas do Náutico para que o time possa se livrar da degola é algo fora de proposito, e com pouca repercussão. A não ser em nossa mídia juvenil.

Lemos no blog de Claudemir Gomes um artigo sobre o Santa Cruz e a sua chapa para as eleições previstas para o final do ano, ou seja com os mesmos nomes, o mesmo grupo e o mesmo banco no jardim, que levaram o clube ao fundo do poço.

Será a mudança do seis por meia dúzia, e a confirmação da ausência de uma renovação.

Por outro lado, o Sport também trocou o fraco por um mais fraco, e os problemas continuaram. Foi uma renovação pelo avesso, desde que as portas fechadas do clube impediram um processo de mudança.

O Náutico vem sofrendo com gestões equivocadas, com uma divisão interna grave, e quando surgiu o que representava o novo esse não conseguiu leva-lo para outros caminhos.

O momento atual do clube é o reflexo dos erros acumulados há um bom tempo, com dois presidentes em um só ano.

O século XXI tem sido trágico para o futebol de Pernambuco, que tornou-se um mero figurante no cenário nacional.

Nos tornamos o nada dentro do nada.

Foi criada uma cultura de que não é preciso planejar para obter bons resultados.

Um grande pecado mortal, visto que se os clubes não entenderem a necessidade de reformulação e sobretudo, profissionalização de suas administrações para que obtenham resultados sustentáveis ao longo do tempo e terão como resposta a decadência ou o fim.

As agremiações se fecharam através de grupos dominantes que não permitem mudanças, nem o surgimento de novas cabeças pensantes. Essas são alijadas do processo.

O clube é uma empresa com acionistas e deve ser administrada como tal, com razão e lógica e sobretudo sem emoção. Uma administração planejada prepara o futuro, e no caso do futebol, dará condições de sobrepujar os tropeços ocasionados pelas pedras do caminho.

As sedes dos clubes são habitadas por fantasmas, não existe sinal de vida, o associado foi esquecido totalmente e perdeu a sua relação com esses, e com isso a nova geração de dirigentes não é formada.

Teremos amanhã o Dia das Crianças, e perguntamos, qual a entidade que programou uma festa dedicada aos filhos dos sócios?

Vamos dar um exemplo pessoal, começamos no Sport numa escolinha de voleibol, depois participamos das competições estaduais.

Começamos a ter uma identidade com o clube, e isso nos levou aos diversos cargos da diretoria, inclusive no futebol. Uma escola que foi abandonada pelo novo sistema implantado, que não permite uma renovação.

Os nossos clubes tem que repensar os seus futuros. Procederem com uma análise real e traçarem os seus novos objetivos, e o retorno do associado às suas casas é fundamental.

Deveriam esquecer de tudo que está sendo feito e que não deu certo, fazer um recomeço, que parte da reestruturação dos seus quadros diretivos e a profissionalização de todas as suas áreas.

As vaidades devem ser deixadas de lado, que os dirigentes não vejam o clube apenas com interesse de uma promoção pessoal, e sim, como uma grande coletividade formada por seus sócios e simpatizantes.

Ou mudam ou irão morrer sem lenço ou documento.