POR JOSÉ JOAQUIM…

O que é bom deve permanecer e ser sempre revitalizado para que possa sobreviver.

Isso se enquadra com a relação à Copa do Nordeste, uma vítima das vaidades, e que foi degolada em 2002 pela CBF do fugitivo Teixeira, e com o apoio das Federações que passaram a enfrentar a competição como inimiga dos estaduais.

O caminho do torneio regional foi aberto em 1994, com uma competição nos moldes da Copa do Mundo, realizada em Maceió, com total sucesso. Daí em diante só houve crescimento e recursos maiores para os seus participantes.

Acreditamos que se continuássemos com a competição com a chancela da Casa da Barra da Tijuca, o futebol regional seria outro nos dias de hoje, e a miséria que aflorou em muitos dos seus clubes não teria acontecido. Deveríamos ter uma segunda divisão em andamento, com os procedimentos de acesso e descenso que valorizam as competições.

No período da Copa do Nordeste houve uma evolução no futebol de todos os estados da região, desde que os clubes se capitalizavam e poderiam projetar o seu calendário anual.

De repente, com uma canetada, e entidade maior do futebol nacional retirou o evento do seu calendário e criou mecanismos que impossibilitava a sua continuidade. O prejuízo foi grandioso e irreparável, principalmente pela decadência dos antigos grandes clubes regionais.

As vaidades e a arrogância dos personagens da época proibiram que o assunto fosse analisado e houvesse a compatibilização com os estaduais, que era o grande receio das federações, e por conta disso o legado foi trágico.

Estamos há poucos dias do início dessa competição, com alguns clubes que foram questionados, mas que estarão presentes por conta do respeito aos regulamentos estaduais e de suas perfomances nos diversos campeonatos. Tudo dentro da legalidade e sem casuísmos.

Isso na verdade pouco importa perante a importância do fato de que essa competição será realizada, provendo de recursos os clubes disputantes, embora ainda migalhas se verificarmos a potencialidade da demanda regional, que potencializa pelo menos 25 milhões de torcedores, que sem dúvidas é um número expressivo para o marketing do produto.

A competição regional é totalmente válida e a sua permanência, além de uma melhor negociação com os direitos de transmissão, dará certamente o impulso que o futebol regional tanto necessita, e torcemos que essa se torne irreversível e que mais uma vez a arrogância aliada às vaidades não possam promover a sua degola.

O fundamental para o seu sucesso será o apoio do consumidor, sobretudo das mídias, que garantirão uma vida longa ao evento.

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