Fortaleza faz proposta para contratar atacante Caça Rato!!

Atualmente na série C do campeonato Brasileiro a equipe do Fortaleza mostrou interesse em contratar o atacante coral, Flávio Caça Rato.

Segundo informações que recebemos o presidente do Fortaleza entrou em contato com o empresário do goleiro Tiago Cardoso, Itálo Pontes,  pedindo informações do jogador. A contratação de Flávio Caça Rato é um pedido do técnico do Fortaleza, Marcelo Chamusca(foto).

Procuramos o gerente de futebol do Santa Cruz, Sandro Barbosa, que confirmou o contato.

Fui informado dessa situação ontem. O presidente do Fortaleza entrou em contato com o Itálo Pontes (Procurador do Tiago Cardoso) e com o Gilson que é o empresário do Caça Rato. Acho que sendo um bom negócio não vejo problema algum em liberar o Caça. Aqui ele não vem jogando e não queremos atrapalhar a carreira dele” declarou Sandro Barbosa.

Flávio Caça Rato tem contrato com o Santa Cruz até Dezembro e não vem apresentando um futebol agradável ultimamente.

Resta agora saber se o atacante se interessa em deixar o Arruda e tentar a sorte em outro clube.

NÁUTICO: Impacientes com desunião do clube torcedores fizeram protesto nos Aflitos!!

Revoltados com os últimos resultados do Náutico no campeonato Brasileiro, e com tantos problemas na atual diretoria do clube, alguns torcedores estamparam faixas na sede do náutico nos Aflitos antes da partida diante do Icasa na Arena Pernambuco.

SANTA: Sérgio Guedes muda time no primeiro coletivo da semana

O elenco coral voltou aos trabalhos na tarde desta terça-feira (29). Foi o segundo período dos treinamentos. E cheio de novidades.

foto: Folha de Pe

Começando na zaga: Marllon (foto), que ainda não jogou, ganhou a vaga de Renan Fonseca. No meio campo também teve mudanças: Bileu pegou o colete e Sandro Manoel ficou no time reserva.

Com isso, os titulares jogaram com: Tiago Cardoso, Tony, Everton Sena, Marllon e Julinho; Memo, Bileu, Danilo Pires e Wescley; Pingo e Léo Gamalho.

Os reservas ficaram com: Fred, Nininho, Leandro Souza, Renan Fonseca e Zeca; Everton, Sandro Manoel, Emerson Santos, Natan; Keno e Betinho.

Na segunda parte do coletivo, Sandro Manoel e Everton Hora ganharam chances entre os titulares. Memo e Bileu deixaram o time.

Sérgio Guedes ainda não pode contar com Renatinho, que foi diagnosticado com amigdalite e Carlos Alberto, com a lesão na coxa direita. O lateral deve voltar aos gramados na quarta (3). Já o meia deve passar mais dois dias de repouso. Carlos Alberto realizou o exame de imagem e não têm nenhuma lesão no local, apenas uma pequena contratura.

(CoralNet)

Técnico do Sport, Eduardo Baptista, ganha destaque na mídia nacional

Sensação, filho de Nelsinho estuda Simeone e crava: ‘Guardiola não aguenta 2 anos no Brasil’

Francisco De Laurentiis, do ESPN.com.br

ALDO CARNEIRO COSTA/Gazeta Press

Sensação do Campeonato Brasileiro, o Sport é comandado por um técnico de primeira viagem: Eduardo Baptista, de 44 anos. Reconheceu o sobrenome? Sim, ele é filho de Nelsinho Baptista, treinador com passagens por Corinthians, São Paulo, Flamengo, Santos, Palmeiras e muitos outros times, incluindo o Sport, no qual é ídolo, principalmente pela conquista da Copa do Brasil de 2008, em cima do Corinthians de Mano Menezes.

Com 21 pontos em 12 jogos, a equipe do Recife está na cola do G-4, a apenas um ponto de Fluminense e Internacional, mas com um orçamento muito menor, como faz questão de ressaltar Eduardo Baptista, em entrevista ao ESPN.com.br.

Podemos não ter o aporte financeiro de um Corinthians, um Flamengo, um Cruzeiro, mas o Sport tem salário em dia e muito trabalho. Dentro de campo tem que ter muita doação, eu exijo isso. O Sport não contrata jogador de futebol, contrata atleta“, brada.

Mente por trás da sensação do Brasileiro, Baptista era preparador físico do time até fevereiro, quando o então técnico Geninho foi demitido. Colocado interinamento no cargo de treinador, rapidamente alcançou o sucesso, embalando uma série de vitórias e conquistando os títulos do Campeonato Pernambucano e da Copa do Nordeste. Foi efetivado com honras.

Do pai, que hoje comanda o Kashiwa Reysol, do Japão, diz ter herdado o temperamento ‘zen’ e o perfeccionismo. Ao longo de uma década trabalhando como preparador nos times que Nelsinho comandava, foi aprendendo lições e estudando para um dia se tornar técnico. No entanto, o próprio Eduardo admite que tudo ocorreu de maneira muito rápida. Ele queria se preparar por mais cinco anos antes de se arriscar na casamata. Quis o destino, no entanto, que as coisas andassem um pouco mais rápido.

De opiniões fortes, e sem medo nenhum de fazer críticas ao estilo de gestão dos dirigentes brasileiros, o treinador novato diz que estuda futebol, tanto nacional quanto internacional, por horas a fio, e segue até um exemplo de sucesso recente na Europa: o argentino Diego Simeone.

A luta do Atlético de Madri é igual à minha aqui no Sport: lutar contra os gigantes, os times mais fortes. A nossa briga é a mesma, e é nisso que eu procuro me inspirar“, afirma.

Apesar de admirar o trabalho dos técnicos europeus, Baptista acredita que mesmo técnicos de ponta do futebol internacional não conseguiriam desenvolver trabalhos no futebol brasileiro, já que os dirigentes não “comprariam” seus projetos, demitindo os comandantes após alguns insucessos.

Pode trazer o Joachim Löw, o Guardiola, que aposto que não dura dois anos aqui! Porque eles não trabalham para dar resultado amanhã, mas sim com longo prazo. Aqui, querem sempre o ‘já’. Vai ser muito difícil treinador estrangeiro dar certo aqui“, opina.

Na entrevista, Eduardo Baptista contou os segredos da zaga do Sport, que passou cinco jogos seguidos sem levar gol, e chamou o veterano Durval de “melhor zagueiro do país“. O filho de Nelsinho também falou sobre como controlou o temperamento difícil do artilheiro Neto Baiano, sobre o insucesso da nova safra de treinadores, como Marquinhos Santos, Ney Franco e Enderson Moreira, e muitos outros temas.

Leia a entrevista completa de Eduardo Baptista:

ESPN: Você não tinha planos de se tornar treinador tão cedo. O que te levou a aceitar o cargo?
Eduardo Baptista: Eu trabalhei com o meu pai Nelsinho por 10 anos. Antes de vir para o Sport, eu estava no Japão, ainda como preparador físico. Decidi voltar, ele, que é o mentor de tudo isso, falou: ‘Se você for voltar, é pra virar treinador’. Isso foi em 2011. Quando voltei para o Brasil, o Sport me acolheu novamente, como preparador físico, mas eu já estava me preparando e estudando para ser técnico. Tive a felicidade de trabalhar com grandes treinadores no Sport, como Geninho, Vágner Mancini, Sérgio Guedes, caras muito inteligentes, e aí fui acumulando experiência, esperando o momento para começar a nova carreira. Mas não imaginei que seria no Sport! As coisas aconteceram muito rápido. Tivemos um início de ano ruim aqui, e me colocaram interinamente para fazer dois jogos de uma competição que estavamos virtualmente eliminados, a Copa do Nordeste. Acabamos campeões (risos)! Os resultados foram vindo, e hoje sou treinador do Sport, com muito orgulho. Foi tudo muito rápido, mas já vinha me preparando há alguns anos.

ESPN: E como foi iniciar a carreira de técnico ganhando dois títulos logo de cara?
EB: Foi um maremoto de emoções, muito bom. Desde que o Nelsinho havia saído daqui, em 2009, o Sport não ganhava nada, nenhum título expressivo. O Santa Cruz dominou, foi tricampeão pernambucano, sempre ganhava do Sport… De repente, conseguimos dois títulos, um deles a nível nacional [Copa do Nordeste], e retomamos a hegemonia do Pernambucano. Foi bom demais. O que mais isso me ajudou foi a conhecer melhor esse grupo de jogadores, com quem eu já trabalhava há dois anos, mas como preparador, não treinador. Ganhei o apoio deles, da comissão técnica, da diretoria, e tudo isso culminou em dois títulos e neste bom início de Campeonato Brasileiro.

ESPN: A campanha do Sport no Brasileiro é ótima, a apenas um ponto do G-4. Qual é seu real objetivo: título, Libertadores ou se manter na primeira divisão?
EB: Desde meu início como preparador físico, já tenho uma bagagem de nove Brasileiros da Série A, sei muito bem como funciona. Já caí, já subi, já tive campanha de Libertadores, ou seja, participei em todos os níveis. A transição da Série B para a Série A, que é nosso caso, é muito complicada. Na elite, você enfrenta só elencos muito fortes, financeiramente muito superiores ao Sport. Então, traçamos desde o início o objetivo de fazer um campeonato regular, pra não sofrer com fantasma do rebaixamento. E vamos jogando… Adotamos essa postura, reforçamos nossa defesa, e agora nosso sistema ofensivo também esta funcionando. A única certeza que dou para a torcida é que não vamos cair. Fora isso, é fazer um campeonato bom e ficar na Série A, para completar essa transição. Mas, se deixarem a gente chegar lá em cima, quem sabe…

ESPN: O Sport ficou cinco rodadas seguidas sem levar gol e tem uma das melhores defesas do Brasileiro. Qual é o segredo?
EB: Primeiro, a ideia que adotamos era de ter um sistema defensivo forte e compacto, então até o [atacante] Neto Baiano ajuda na marcação. Tudo depende do comprometimento. E eu tenho duas peças fundamentais. Hoje, eu tenho o maior zagueiro do país, que é o Durval. Não conheço um zagueiro com a qualidade de cobertura e com a frieza dele. Isso nos ajuda demais. E tenho no [goleiro] Magrão um cara que passa muita segurança ao time. Todos esses fatores nos possibilitam ter essa defesa forte.

ESPN: E como você conseguiu fazer um atleta tão irregular quanto o Neto Baiano virar um jogador de grupo e fazer até o ‘gol que Pelé não fez’?
EB: O Neto eu já conheço bem desde o início da minha carreira. Eu o enfrentei muito quando estava na Portuguesa, depois na Ponte Preta, e ele no Paulista de Jundiaí. Trabalhamos juntos no Japão depois. Apesar dos 30 anos, ele é um menino, e tem que saber lidar com ele. Coloquei na cabeça do Neto que ele tinha que ajudar o time para o time ajudá-lo. Não podia mais ser aquele atleta que só pensa nele, que só ele faz gol, só ele resolve. Hoje, ele me ajuda na defesa, a marcação começa nele, e ele tem uma importância muito grande. Em troca, o grupo percebe isso, que ele tem estrela e é ídolo, e o grupo o sustenta e permite que ele faça os gols, jogue pra frente e seja cada vez mais ídolo. Sobre o gol que ele fez contra o Botafogo, ao contrário do que se pensa, não foi sorte: ele treina muito isso [chutes de longe]. O chute dele é muito potente, e ele sempre pratica nos treinos. Contra o Botafogo, claro que foi uma felicidade muito grande, mas foi também um prêmio para um cara que teve coragem de tentar um lance daqueles.

ESPN: Você vem apostando em vários atletas jovens, como Rithely, Zé Mário, Danilo e Ronaldo. Por que decidiu lançar esses jogadores?
EB: Aqui no Nordeste, contratar jogador é muito difícil… Se o atleta está no Sul, Sudeste, ele escuta umas três ou quatro propostas antes de aceitar vir pro Sport. Ainda tem rejeição, apesar do Sport ser um dos poucos clubes daqui que paga rigorosamente em dia. Temos um dos melhores CTs do país e uma estrutura de nível europeu. O que temos que fazer é procurar soluções pra driblar essas dificuldades. Temos uma base muito forte, com meninos bem preparados, e é preciso ter coragem de lançar. Aí você tem Magrão, Durval, Wendel e Neto Baiano para dar solidez ao time e base aos garotos. Agora na Série A, teve a estreia do Ronaldo, de 19 anos, ele foi muito bem. Ficamos muito contentes, porque isso nos dá certeza que estamos no caminho certo.

ESPN: Como é a folha salarial do Sport comparada ao dos grandes da Série A? Como lidar com essa diferença?
EB: As folhas dos 10 times que estão acompanhando a gente ali no pelotão da frente são infinitamente maiores, e temos que lidar com isso… Tem que trabalhar! A Copa do Mundo nos deu uma grande lição: só talento não leva a lugar nenhum, tem que ter futebol de conjunto. É essa a linha que eu implanto aqui. Podemos não ter o aporte financeiro de um Corinthians, um Flamengo, um Cruzeiro, mas o Sport tem salário em dia e muito trabalho. Dentro de campo tem que ter muita doação, eu exijo isso. O Sport não contrata jogador de futebol, contrata atleta. A preparação física é muito forte aqui, e a gente prioriza o físico para suprir essa teórica falta de qualidade.

ESPN: Por que o Sport e os outros times pernambucanos vivem esse ‘efeito gangorra’, sempre subindo e caindo de divisão?
EB: Quando eu assumi aqui, esse assunto foi uma das primeiras pautas. Antes, eles planejavam aqui para um ano. Aí acabava o ano, mandava todo mundo embora, e no ano seguinte contratava 20 jogadores novos. Hoje, tem planejamento. Hoje, 70% dos jogadores do Sport tem contrato garantido até o final do ano que vem. Esse planejamento é o que precisa ser feito para que a gangorra pare. O jogador tem tranquilidade de estar empregado e vai trabalhar melhor. A comissão técnica vai se entrosar melhor com os jogadores, e vai solidificar o trabalho. Acabou isso de mandar 20 embora e contratar 20 ano que vem. A filosofia que estou empregando é a saída para acabar com isso.

ESPN: O Sport está classificado para a Copa Sul-Americana. Vai jogar para ganhar ou vai usar de laboratório, focando apenas no Brasileiro?
EB: A ideia é a seguinte: no Brasileiro, vamos com pé no chão, querendo fazer um bom campeonato. Mas vejo o Sport como um time copeiro, e vejo o Sport avançando na Sul-Americana também. A torcida clama por esse título internacional que o clube não tem. Então, vamos ganhando pontos na Série A enquanto não começa a Sul-Americana, para podermos entrar com perspectiva de título no torneio.

ESPN: O Sport acertou o mando de seis jogos na Arena Pernambuco, estádio que ‘afundou’ o Náutico no ano passado. Acha que será prejudicial sair da Ilha do Retiro, ou o dinheiro compensa?
EB: Somos obrigados a jogar duas partidas lá, por conta de um programa do Governo. Mas quando a diretoria me chamou para falar que tinha oferta para mais quatro jogos, falamos que o aporte financeiro era importante. O Sport precisa, não tem como negar quase R$ 3 milhões! O meu papel é tentar preparar o time para jogar na Arena. Se o Náutico não foi feliz lá, a torcida do Sport é diferente.

Com a colocação que estamos na tabela, colocamos 40 mil lá fácil. Pra chutar baixo, falo em 30, 35 mil. É um caldeirão, um estádio ótimo. Das Arenas que fui esse ano, é a mais bonita, a mais bem montada, com uma acústica muito legal. Se a torcida do Sport fizer o barulho que costuma fazer, a pressão vai ser tão grande quanto na Ilha. O fato campo não vai nos atrapalhar. Ganhar ou perder não vai ser culpa da Arena ou da Ilha.

ESPN: O que você aprendeu com seu pai, Nelsinho Baptista, sobre treinar um time de futebol?
EB: Eu tive o prazer de trabalhar 10 anos ao lado de dele, com muitas vitórias e algumas derrotas. Antes da parte tática, aprendi muito com as decisões que ele toma, a maneira de se portar, de comandar, de tratar os funcionários, diretores, jogadores. Durante uma década, vivi o sucesso dele e aprendi muito, é um cara que até hoje todos gostam. Aprendi a ter caráter.

Na parte tática, sempre o coloquei entre os cinco melhores estrategistas do Brasil. Durante todo esse tempo, sempre observei a conduta dele no jogo, as variações que ele pratica, estamos sempre conversando. Ele é o mentor de tudo isso, de eu ter virado técnico. Ele falava: ‘Sua carreira de preparador está chegnado ao fim, tem que seguir carreira de técnico’. Eu sempre o escuto. Além de um grande treinador, ele é meu pai e meu amigo.

ESPN: Falou recentemente com ele? O que ele falou sobre sua campanha no Campeonato Brasileiro?
EB: Eu falo bastante com ele. Toda vez ele me fala: ‘Pé no chão, pé no chão!’. De 10 vezes que eu ligo pra ele, seis ele fala de pé no chão (risos)! Mas ele já trabalhou aqui, sabe a dificuldade que é uma Série A, sabe que tudo o que estamos conquistando aqui está vindo ao custo de muito trabalho, a exemplo do que ele fez aqui.

ESPN: O que vocês têm de parecido na maneira de trabalhar?
EB: A postura e a tranquilidade. Procuro gritar pouco nos jogos. Se começar a berrar muito em campo, é sinal que não trabalhou direito durante a semana e não se preparou. O Nelsinho tem muit disso: trabalha muito antes e durante o jogo só faz correções. Se técnico começa a erguer o braço, pular, só passa intranquilidade para o atleta. Isso eu peguei dele. Passo o máximo de informações antes dos jogos e trabalho muito minha equipe, para na hora do jogo só ter que fazer correções pontuais. A serenidade que ele sempre teve eu procuro ter também, somos parecidos nisso. Outra coisa é isso de se cobrar muito. Ele é um perfeccionista, sempre foi. Eu o criticava por isso, mas estou ficando chato com essas coisas também (risos).

ESPN: E qual a diferença entre vocês?
EB: Acho que o momento, a maneira como as coisas aconteceram na carreira. Ele começou no São Bento de Sorocaba e veio crescendo aos poucos. Comigo foi diferente, a pressão foi diferente. Quando assumi o Sport, em dois meses e meio, disputei 12 clássicos, incluindo as duas finais da Copa do Nordeste contra o Ceará. A pressão aqui foi muito grande, sufocante… Acho que o início dele foi mais ‘normal’ que o meu, que foi de uma intensidade tremenda. Em dois meses, perdi oito quilos, tamanha a loucura que foi (risos). Mas vou te falar um negócio: se na continuidade da minha carreira eu ganhar metade do que ele já ganhou, já vou me considerar um grande vencedor.

ESPN: Você era preparador físico e seu pai técnico quanto o Sport ganhou a Copa do Brasil em 2008? Qual foi seu papel no título e que lições você traz daquele time de sucesso?
EB: Esse time de 2008 marcou muito minha carreira como preparador, e a filosofia dele é a mesma que tem no meu time hoje. Na final da Copa do Brasil, enfrentamos o Corinthians e estava tudo preparado para eles serem campeões… Mídia, marketing, até o (presidente Luís Inácio) Lula já tinha comemorado. Era a ressurreição do Corinthians! Mas a gente tinha um time forte, que se matava de correr, e sem estrelas. Tinhamos o Romerito, o Carlinhos Bala, o Leandro Machado, que, veja só, encerrou a carreira depois da final! Ninguém conhecia esses caras, mas era um grupo que lutava 90 minutos, treinava muito e respeitava demais o comando do meu pai. É isso que eu tento fazer aqui. Se não tenho a qualidade do Cruzeiro, do Corinthians, do Fluminense, posso montar um time aguerrido, comprometido e que os caras se ajudam. Essa é a lição que aquele time deixou e serve para mim de exemplo até hoje.

ESPN: A nova geração de treinadores, com nomes como Marquinhos Santos, Ney Franco e Enderson Moreira, está fracassando. Acha que com você será diferente?
EB: A verdade é que não dá pra acreditar que vai ser diferente, por causa de como funciona o futebol brasileiro. Nossos dirigentes não mudam, nosso futebol é imediatista. O Flamengo mesmo tinha o Jayme de Almeida. O cara pegou o time vindo mal demais e transformou em campeão da Copa do Brasil. Aí por causa de dois resultados ruins foi demitido. Depois, trazem Ney Franco e demitem em sete jogos… O que procuro fazer é estudar muito e me preparar, mas esse é o grande defeito do futebol brasileiro: os dirigentes escondem seus erros em cima dos treinadores. Eu escuto o conselho do meu pai e acredito em projeto.

Se o Sport vier para mim e falar: ‘Queremos que você toque um projeto de cinco anos aqui’, pode vir o Real Madrid atrás de mim que que não vou, pois acredito em projeto. E, quando eu sair do Sport, quero projeto. Não quero ser bombeiro e correr atrás de time para apagar incêndio. Pego o exemplo do Gilson Kleina. Ele fez dois anos ótimos na Ponte Preta, onde é muito difícil trabalhar, e depois dois de Palmeiras. Agora, não quer pegar time para apagar incêndio, e está certo. Tem que acreditar sempre em projeto, e eu vou seguir nessa linha.

ESPN: Além do seu pai, quem te inspira como técnico?
EB: Eu trabalhei com vários, e de cada um você tira um pouco. Tive a felicidade de trabalhar com o Geninho, que é um cara que lida bem com os atletas e tem uma inteligência enorme. Na parte tática, aprendi muito com o Vágner Mancini, que é um estrategista. Lá fora, gosto demais do Diego Simeone e do Atlético de Madri. A luta deles é igual à minha aqui no Sport: lutar contra os gigantes, os times mais fortes. A nossa briga é a mesma, e é nisso que eu procuro me inspirar. Eu assisto muito futebol, estou sempre antenado e acompanho muitos jogos sempre que dá.

ESPN: Você disse que vinha se preparando para ser técnico. Como você ‘estuda’ futebol?
EB: Eu procuro ler muito, apesar de ter poucas coisas boas, mas assisto demais. Tenho minha televisão e gravo todos os jogos qeu dá. Acompanho muito o Campeonato Alemão e te digo: isso que aconteceu com a Alemanha, de ganhar a Copa, eu já previa. Não previa que ia fazer 7 a 1 no Brasil, mas já previa esse sucesso. Eu acompanhei os times e a seleção durante anos, tinha certeza disso. Na Copa do Mundo, assisti 70% dos jogos, outros eu gravei. Eu gravo e edito jogos, salvo as jogadas que acho interessantes, as variações que os técnicos fazem, jogadas ensaiadas, e monto meu banco de dados. E converso muito com pessoas do meio do futebol, gente experiente, para aprender mais.

ESPN: Muito se diz que os técnicos brasileiros estão ultrapassados, e falou-se até em um estrangeiro assumir a seleção brasileira. Concorda com isso?
EB: Não acho que estão ultrapassados. Claro que se você for lá fora e trouxer o (Josep) Guardiola, é um cara que está em um nível superior, mas ele não suportaria dois anos aqui. A cobrança é muito grande. Nenhum país no mundo tem essa cobrança incessante, essa busca pelo resultado imediato. O próprio Joachim Löw perdeu na Copa de 2010 com a Alemanha e ficou no cargo. Se ele fosse técnico do Brasil, certamente teria sido demitido, e não ganharia a Copa em 2014. Aqui, culpa-se o treinador sempre.

O cara pega a seleção, faz 10 jogos no ano, treina 30 dias, e a culpa é dele, é ele que mandam embora. Tem que mudar a postura da CBF, da torcida brasileira e da própria mídia, que fica cobrando resultados imediatos. Pode trazer o técnico da Alemanha, o Guardiola, que aposto que não dura dois anos aqui! Porque eles não trabalham para dar resultado amanhã, mas sim com longo prazo. Aqui, querem sempre o ‘já’. Vai ser muito difícil treinador estrangeiro dar certo aqui. Veja o espanhol do Atlético-PR [Miguel Ángel Portugal], durou cinco rodadas do Brasileiro. Lembro também do Daniel Passarella no Corinthians. Agora, tem o (Ricardo) Gareca no Palmeiras, que já já vai começar a sofrer pressão… É muito difícil trabalhar no Brasil… O problema da seleção brasileira vai muito além da nacionalidade do técnico. O problema é a mentalidade.

CAIU!! Bragantino demite Mazola Júnior e anuncia PC Gusmão como novo técnico

Depois de três derrotas seguidas na Série B do Campeonato Brasileiro, o Bragantino anunciou a saída do técnico Mazola Júnior e a contratação de PC Gusmão. Na última sexta-feira, a equipe foi derrotada pelo Boa Esporte por 2 a 1, o que culminou na demissão do treinador.

Paulo César Gusmão encontra o Bragantino na 19ª colocação, com apenas dez pontos e duas vitórias. Foram sete derrotas e quatro empates.

O técnico de 52 anos estava no futebol do Qatar e chega a Bragança Paulista nesta noite. Porém, não deverá comandar a equipe na partida desta quarta-feira, contra o São Paulo, às 22 horas (de Brasília), no Santa Cruz, em Ribeirão Preto, pela Copa do Brasil. Para o duelo, o gerente de futebol André Gaspar deverá ficar à frente do time.

(GazetaEsportiva)

A encruzilhada dos pontos corridos no Brasil

Pelo Blog do Erich Beting/UOL.COM

O futebol brasileiro completa, neste ano, a 11ª edição de seu maior campeonato no formato dos pontos corridos. Medida tomada à força do Estatuto do Torcedor em 2003, o Brasileirão por pontos corridos chega, agora, a uma encruzilhada.

Os pontos corridos são, sem dúvida, o sistema mais justo para definir o campeão. Além disso, permitem as melhores condições de planejamento para as equipes na temporada e, também, aumentam a arrecadação com TV e patrocínio pela maior quantidade de jogos disputados.

Só que, por outro lado, a decadência técnica do futebol está fazendo com que os pontos corridos matem aquilo que há de mais imprescindível dentro da cadeia do esporte, que é a paixão acesa do torcedor.

Sem bom nível técnico dentro de campo, o torcedor menos fanático começa a se distanciar do futebol. Ainda mais quando o campeonato é mais arrastado e os clubes, emissoras e dirigentes pouco fazem para criar motivos para o torcedor querer consumir os jogos.

O reflexo dessa situação está na estagnação da audiência na TV e, também, na procura baixa pela ida aos estádios. Hoje, o futebol está praticamente restrito ao torcedor fanático. Só quem é apaixonado por ele continua a acompanhar e consumir. O torcedor menos fanático, que é a maioria, fica cada vez mais distante.

Num cenário em que o Brasileirão tem 38 rodadas e menos imprevistos, fica ainda mais difícil chamar a atenção de quem divide o tempo livre com diversas outras atividades além do futebol. Tanto que a audiência de Corinthians x Palmeiras do último domingo foi menor que a do clássico durante o Campeonato Paulista deste ano, quando havia a chance de um dos times ser eliminado da competição graças ao formato de disputa previsto.

Hoje, o retorno à fórmula do “mata-mata” pode ser uma alternativa para atrair mais público para o futebol no curto prazo. Esportivamente a medida é condenável, já que não deixa mais justa a disputa pelo título. Mas, estrategicamente, é uma solução para atrair um tipo de torcedor que se distanciou do futebol por não ter nele tanto interesse.

Outro caminho, esse de longo prazo, é melhorar a qualidade do espetáculo, reduzir a dependência da televisão, diversificar as fontes de receita dos clubes e trabalhar para que se dependa cada vez menos do atual ciclo vicioso que dominou a gestão no país.

Um dos maiores diferenciais do esporte em relação às demais formas de entretenimento é justamente a sua imprevisibilidade. No atual cenário do futebol nacional, a solução para isso, no curto prazo, é tornar o Brasileirão um torneio mais atraente para o público.

Os pontos corridos, hoje, infelizmente estão numa encruzilhada…

NÁUTICO: Sidney joga assunto demissão para diretoria do clube

Apesar da vitória por 1×0 sobre o Icasa, nesta terça-feira, na Arena Pernambuco, o assunto mais aguardado pela imprensa, e também pela torcida, era o comentário do técnico Sidney Moraes sobre a sua possível saída do Timbu mesmo com o resultado positivo.

O treinador, porém, falou pouco do assunto e jogou para a diretoria. “Tem que perguntar a eles”, disse o comandante citando o diretor Lau Júnior.

Sidney ainda garantiu que nunca pensou em deixar o clube e que segue focado no trabalho no Alvirrubro. Na próxima rodada, o Náutico tem o clássico com o Santa Cruz. “Não cogitei deixar o barco”.

A especulação sobre a queda do atual técnico alvirrubro ganhou força depois das duas derrotas seguidas para Boa e Atlético-GO. O nome do pernambucano Dado Cavalcanti foi o mais cotado para assumir, chegando inclusive a ser sondado.

Falando da vitória, Sidney destacou a entrega do grupo e o preparo físico do elenco. “Jogadores foram bem e se empenharam muito. Não foi fácil depois do jogo lá em Goiás. Mas o preparo físico merece elogios”.

O comandante alvirrubro ainda pontuou que as oscilações do Náutico serão naturais nesta Série B, principalmente enquanto o time do Timbu não se encaixa completamente. “Todos sabem que não temos um time pronto e preparado. Se quem está arrumado, oscila, imagina a gente? Queria eu que meus jogadores fossem máquinas e jogassem bem sempre. Só que não é assim”.

Justamente por conta dessa oscilação, que Sidney pede o apoio da torcida de maneira mais forte. Chegou até a discutir com um torcedor na arquibancada no fim do jogo porque queria maior apoio e não vaias. “Se for para xingar, que seja eu, que sou o técnico. Os jogadores às vezes sentem uma vaia. Meu pedido é que a torcida jogue com o time”.

(Blog do torcedor)

O sistema Alemão de formação

POR JOSÉ JOAQUIM

No Brasil poucos clubes têm um bom trabalho de formação. Na maioria, fazem a deformação dos jovens, tratados como gado confinados em currais, que são chamados de alojamentos, sem orientação bem programada e formação escolar.

Pesquisamos em vários países do mundo, em especial naqueles que estão na parte de cima do futebol, e encontramos na Alemanha o melhor e mais perfeito trabalho, fato esse que já tínhamos comentado com os nossos visitantes diários.

O interessante é que o início do trabalho é feito de maneira similar ao que Cuba faz com seus esportes olímpicos. Com quatro anos, a criança começa a participar em algum clube (na Ilha de Fidel, é na escola), com o sentido de praticar algum esporte e, com 10 anos, começa a se definir por um segmento, quando é encaminhado para o local que poderá recebê-la.

Em todas as cidades os clubes têm um centro de treinamento.

Um fato que observamos é que, em 14 anos, mais de US$ 1 bilhão foram investidos no desenvolvimento de jovens talentos no país. A federação alemã reestruturou o futebol para os clubes, que passaram a ser obrigados a ter um centro de treinamento para que possam disputar as duas principais divisões.

Hoje são 366 centros para categorias de base, espalhados em todo o país, empregando mais de mil treinadores, e acolhendo 25 mil aspirantes ao futebol.

Sem dúvidas um número expressivo, se comparados ao Brasil, que tem poucos equipamentos com qualidade, representando uma distância de milhões de quilômetros.

Na verdade, estamos na idade da pedra, tudo arranjado precariamente, e com o famoso jeitinho nacional.

Cada time tem 12 jogadores. Para atendê-los estão disponíveis três treinadores fixos, um ¨cuidador¨, responsável por assuntos extra-campo e bem estar das crianças e um preparador físico.

Esses profissionais precisam fazer um curso técnico e tirar licença para atuar. Em nosso país pega-se na rua, no antigo sistema pega-laço.

A escola é primordial e obrigatória para todos. Os jovens estudam em um colégio público que tem um convênio com o seu clube. O que nos chamou mais a atenção foi o  currículo escolar, que conta com aulas práticas de futebol e teóricas.

Trata-se do primeiro mundo, bem longe daquilo que somos e insistimos em continuar sendo, uma sociedade que se contenta com muito pouco, sem nada exigir, e com o futebol de formação entregue aos empresários, que hoje fazem parte da Comissão Técnica da seleção do Circo.

Quando iremos chegar a tal patamar? Achamos que no dia de São Nunca.

BLOG DE JJ

Náutico 1×0 Icasa(CE) “Timbu fez o dever de casa”

Ralph de Carvalho “Presidente do Santa quer tirar o time da Copa Nordeste, e o Sport tem bronca para resolver com o empresário do lateral Renê”

RALPH DE CARVALHOO Comentarista que diz todas as verdadesJC NEWS 90.3FM

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